Reader Comments

Certisismo

by Thiago Ferraz (2017-12-09)


Tenho pensado qualquer vez mais a respeito de da exigência feminina. Trata-se de um dos poucos temas da psicologia das pessoas normais sobre o que nunca escrevi um texto longo – e estou me preparando para fazê-lo. Tenho lido muito sobre e tenho visto como é pobre a visão que, homens e mulheres, têm de si mesmos – especialmente as mulheres. A complexidade de homens entenderem as mulheres e reciprocamente é mais fácil de concordar porque temos enorme dificuldade de enfrentar com diferenças.

As diferenças sempre provocam tendência a comparações. O curioso nas comparações entre homens e mulheres é que quase todos e cada um dos homens se sentem por insignificante, inferiores a elas. As mulheres variam mas quanto a este vista e no mínimo uma boa metade acha a exigência feminina mais favorável. É claro que aquele que, ao se confrontar, se sentir por baixo, desenvolverá a hostilidade agressiva própria da inveja. O papel da inveja na associação entre o sexo e a agressividade é muito relevante e isso é bem lógico para mim já há uns 20 anos.

A nossa estação é difícil de ser entendida e as generalizações são perigosíssimas. Existem pessoas pertencentes a pelo menos 3 gerações distintas que se sucederam ao longo dos últimos 30 anos. Existem, por ex, os homens que, tendo mas de 35-40 anos de idade, insistem em manifestar todos os comportamentos tradicionais de machismo agressivo ou de reverência intimidada diante das mulheres, mormente as que lhes despertam o desejo sexual. Existem os homens que hoje em dia estão entre 20 e 35 anos que estão absolutamente perplexos e perdidos e não sabem muito como se posicionar. Tendem a ver as mulheres de forma mas igualitária com isso mulheres transando respeitando-as profissionalmente; porém, ainda invejam o controlar sensual delas e isso determina duas tendências: uma delas é a de continuar a agir, ainda que de modo disfarçada, da maneira mais tradicional que escrevi relativamente dos mais velhos; a outra maneira é tentar imitar o modo de ser delas, tentando despertar o desejo delas por meio do aprimoramento de suas aptidões físicas; são os que freqüentam as academias, usam cremes, gastam bastante em vestes e outros adornos.

O terceiro grupo é o dos jovens de menos de 20 anos. Estes estão numa boa. Vêem as mulheres reais somente como parceiras românticas e se interessam sexualmente por elas apenas quando estão namorando. Quando estão sozinhos, se valem das facilidades derivadas do farto material pornográfico à disposição. Não freqüentam as prostitutas e não têm muito interesse no sexo casual. Preferem o sexo virtual ou o sexo no contexto amoroso. Não são paqueradores e não se sentem por inferior pelo fato de não provocarem o desejo das mulheres, porque estão continuamente bastante satisfeitos sexualmente graças aos seus “programas virtuais”. Costumam ser moços serenos e até mesmo algo preguiçosos, pois não sentem que precisam fazer muita força ou ter muito sucesso para terem entrada às moças que, não sendo assediadas, passaram a assediá-los – ou a tentar trocar carícias com outras moças.

a_forca_do_querer_juliana_paes_1107_2_fi

E as mulheres? Não tenho a impressão de que é provável agrupá-las em 3 tipos – e seus subgrupos – como fiz com os homens. Parecem portadoras de uma multiplicidade que nem elas entendem. Os homens as invejam porque consideram que elas teriam uma enorme facilidade para o sexo casual, já que estão continuamente sendo paqueradas por alguém (o que não acontece com eles, que têm que ir atrás ). Enorme maior parte delas não se interessa por consequência, mesmo que adorarem se exibir e atrair olhares. Asemelhava a que o prazer cabotino é suficiente para elas, o que não faz o menor sentido para os homens.

Outras têm pânico de sua exuberância sexual e tratam de se deformar: engordam demais justamente na mocidade, descuidam de outros elementos de sua figura. Outras se queixam da falta de orgasmo e enorme maior parte nem percebe que o orgasmo não lhes provoca a saciedade parecida com a que acontece com a ejaculação masculina. Buscam mesmo é o sexo associado ao amor e fazem, qualquer vez mais, o discurso pela igualdade que pede o sexo sem compromisso. Isso justamente quando os homens jovens estão se desinteressando disso. Mulheres homossexuais, diferentemente dos homens, preferem relações estáveis e duradouras. Mulheres heterossexuais sozinhas buscam associados na noite e constantemente se decepcionam quando não há continuidade. Apesar disso, continuam dizendo que é lítico este jogo de sedução e paquera. Muitas são sinceras e se declaram desinteressadas disso e claramente procurando um parceiro fixo. Outras mulheres se divertem de verdade com o sexo casual e as suas amigas as invejam e não sabem porque razão não são como elas. Umas gostam de tomar a ação na paquera enquanto que outras acham isso terrível.